O termo Performance vem do em inglês e  se refere a um movimento que se consolidou como uma linguagem artística.

Influenciados pelo Futurismo e Dadaísmo, a Performance  confrontou modelos de expressão acadêmicos. Se oponha às formas tradicionais que elevavam o valor da arte como objeto: “a obra de arte”, “a obra prima” e mesmo o expressionismo abstrato dos anos 60.  Artistas de diversas áreas e segmentos partiram para a Performance como maneira de expressar suas ideias, quase sempre com  motivação anárquica.

 

no teatro, entre a vida e a arte que se cria, existe uma linha que as separam, mesmo que por vezes essa linha seja tênue; já na performance, quando há essa linha, ela é uma linha que flui,  não separa. O ser performático é o personagem e a sua vida, naquele recorte, é a criação artística.
Mariana Abramovic e Ulay na Performance “The Space in Between” (O Espaço do vão) Os convidados eram obrigados a passar entre eles.

Presencial e com plateia

Na presença do ator e da plateia reside  sua grande semelhança com o acontecimento teatral. Mas essa semelhança não vai muito longe disso, pois no teatro, entre a vida e a arte que se cria,  existe uma linha que as separam, mesmo que por vezes essa linha seja tênue; já na performance, quando há essa linha, ela é uma linha que flui,  não separa. O ser performático é o personagem e a sua vida, naquele recorte, é a criação artística.

 

Performance e O Corpo como Local

Se opondo à ideia de uma arte objeto, que se compra se leva ou se repete em temporadas, a Performance só ocorre com o corpo presente do performer e o corpo é a performance, por isso é efêmero
A brasileira Mácia X em sua Performance “Pancake” (2001).

A Arte Performática confronta à ideia de “produto”; algo  que se compra, se leva ou se repete em temporadas.  A Performance só ocorre com o corpo presente do performer e o corpo é a performance, por isso é efêmera.

Aqui se assemelha à dança, porém a dança se preocupa menos com a realidade do bailarino, focando-se na experiência física criativa.

 

 

 

 

Parece que o rompimento da performance com convenções e tradições é uma máxima da arte performática. Em especial os artistas plásticos que se viam limitados por formas acadêmicas ou imposições de paradigmas socioculturais, buscavam a performance como libertação e enfrentamento.
Performance de Guilhermo Gomez-Pena

Performance e Transgressão

Parece que o rompimento com convenções e tradições é uma máxima da arte performática. Os artistas plásticos, em especial, encontraram nela uma libertação da limitação imposta   por formas acadêmicas e paradigmas socioculturais.  Com essa libertação vem também um enfrentamento conservador, que qualifica a Arte Performática como uma corrupção das artes  ou, simplesmente,  imoral.

Interdisciplinaridade

A Performance se apropria livremente de qualquer outra arte ou mesmo atividades não artísticas. Cozinhar, não fazer nada, práticas esportivas e até mesmo experimentos científicos estão entre seus procedimentos.  Para exemplificar experimentos científicos podemos citar Laurie Anderson (imagens 1 e 2) que, em uma de suas performances,   se apresentava sobre um par de patins de gelo com suas lâminas previamente congeladas cada um em um  cubo de gelo. Ela calculava a temperatura e previa o tempo que os cubos de gelo demorariam para derreter. Elaborava um playback musical com esse tempo. Se apresentava tocando violino com o playback ao fundo e a música deveria acabar ao mesmo tempo que o gelo.

 

 

Imagem 1
Imagen 2 – Adelaide Festival 2013 – Laurie Anderson – no Anne and Gordon Samstag Museum, Adelaide.

 

Livros sobre e de alguns artistas performáticos importantes:

 

 

 

Aprenda mais sobre esse tema. Visite a Biblioteca do Teatro

 

 

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