(Imagem:Doctor-Faustus-Lights-the-Ligthts.-Photo-Henrique-Oda.-Actor_-Ricardo-Gell)

Há sempre uma corrente conservadora em todas as atividades humanas.

Sempre houve e sempre haverá aqueles que querem que as coisas permaneçam como estão ou volte como era antes sem passar por uma análise coerente que justifique; se apoiam nas tradições, senso comum, moralismo e medos (preceitos, dogmas e tabus).

O Teatro não ficaria de fora.

Falar em vídeo cenários, ator virtual, aplicativos para o espetáculo no celular e espetáculos dublados são algumas das tecnologias quem vêm deixando esses conservadores horrorizados. Certamente a chegada da luz elétrica deixou os conservadores da época da mesma forma horrorizados, por isso não vamos perder tempo debatendo o curso inevitável da história.

Não há muito o que falar sobre isso. Há o que se experimentar.

Parta do princípio que a arte é uma forma de expressão do ser humana num certo tempo e local. Sendo assim a influência cultural de sua contemporaneidade é inegável.

Vivemos na época dos espaços virtuais, da robótica e dos drones, mas o espetáculo teatral deve ter um formato tecnológico  estagnado na década de 1930? Nem antes nem depois?

Sim, uma das facetas do espetáculo de teatro é que ele não precisa de recursos tecnológicos para acontecer. Você pode apresentar um espetáculo em sua garagem, sem necessidade de nada além do recurso humano; isso não significa que não possa usar as tecnologias de ponta, também.

Algumas das tecnologias mais utilizadas:

1o Vídeo Cenários

É exatamente o que o nome diz. Cenários feitos de vídeo(s). A variedade de aplicações dessa técnica é imensa, mas o principio é mais ou menos assim: Se produz previamente o material em vídeo que será utilizada. Esse material poderá ser projetado num fundo todo, num detalhe do palco, no corpo do ator…

Pode ser produzido durante o espetáculo; o conteúdo do vídeo pode ser a experiência de momentos anteriores que se repete, agora como imagem projetada.

Pode ser os bastidores ou o lado de fora do teatro: jardins, a rua, estacionamento. Um espetáculo que aconteça em grande parte fora do palco. O Teatro sem ator(?). Pode ler mais sobre isso em “O Presencial no Espetáculo de Teatro“.

2o Atores virtuais.

Bem arrojada, essa técnica propõe o vínculo da cena no espaço real  como uma cena virtual. A cena virtual vem ao palco por meio de projeção de vídeo em tela, aplicativos, áudio ou projeção 3d.

Aqui, novamente, entra em debate o que é presencial no teatro.

Num espetáculo onde um ator, ou grupo de atores, num dado momento interagem com um outro ator ou grupo de atores de um outro espetáculo que acontece simultaneamente em outro local, talvez outro Estado ou país. É possível dizer que os atores que não estão fisicamente presentes no palco estão ausentes do acontecimento teatral ?

3o Aplicativos

É apenas uma evolução de velhas tecnologias como o microfone que circula pela plateia ou a invasão dos atores e da plateia no espaço um do outro.

A produção cria um aplicativo que deve ser baixado pela plateia antes do  inicio do espetáculo. Através dele há uma interatividade entre as partes. Essa tecnologia vem favorecendo bastante os que investigam e produzem “Teatro Pós Dramático” e “Work in Progress“.

4o Dublagem

É um recurso que pode ser utilizado de diversas maneiras com fins igualmente diversos.

Imagine uma atriz que num dado momento tem sua voz substituída por:

  • Um áudio famoso, trecho de um discurso ou entrevista;
  • A voz de outro personagem da história;
  • A sua própria voz num outro formato ou momento;
  • A voz de um ator presente no espaço virtual.

Saber mais sobre as novas tecnologias e suas aplicações na cena teatral é uma missão também do dramaturgo.

 

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